Vida de Pedro & Carolina

aqui falaremos dos nossos....

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011



DA CHEGADA DO AMOR

Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.

Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.

Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.

Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.

Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.

Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.

Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.

Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.

Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.

Sem senãos.

Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.

Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.

Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.

Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.

Ah, eu sempre quis uma amor que amasse.

Elisa Lucinda

* para o meu amor!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Quase fim das férias de verão...

Eu amo tanto essa galera!

Essa é a última semaninha de férias das crianças, sinto que passou tão rápido!
Foi muito bom, passeamos, assistimos muitos filminhos legais no cinema que é um dos nossos programas favoritos, brincamos, nos divertimos, quando dava íamos a praia que amamos, fiz mil e uma artes com a Carolina, Pedro jogou muita bola com o Sr. Papai e nos curtimos ao máximo!
Pena, que o Papai não conseguiu tirar férias como tínhamos programado, mas com essa tragédia que aconteceu na Região Serrana, realmente não deu...tudo bem!
E assim voltaremos para nossa rotina que nos faz muito bem também, como eu sempre digo, os dias normais são cheios de graça e gosto muito do equilíbrio que o cotidiano desperta.
As crianças voltam para as suas atividades,eu volto para o meu corre corre diário: levo um na natação, levo outro na capoeira e balé e futebol e hora para o dever de casa, pesquisas, acordar cedo ( essa parte não gosto tanto), trabalhinhos escolares, aula todo dia...merenda, uniforme, arrumar mochila, escola...amo a escola rs! E muitos aprendizados, muitas histórias, muito crescimento!
Esse ano Pedro vai para o 2* ano e Carolina para Pré II, como o tempo passou!
Na semana que vem também é o aniversário de 5 anos da nossa princesa do mar, viva Carolina!
Nós queremos muito fazer uma festa para ela esse ano, chamar todos os seus amiguinhos da escola, aquela bagunça boa toda, mas ainda não decidimos nada ou quem sabe fazer os dois juntos ou fazer alguma outra comemoração alternativa!
E que venha um ano muito especial e muito colorido cheinho de paz, amor, união, criatividade, luz, encantamento, poesia, beleza, prosperidade, rotina boa e farta de quero mais...

Carolina cheia de charme indo para o amigo oculto na casa da Vovó Gegê!
Posso com tanta graça e belezura?

Toda fofa com o chapéu que a querida Marcelle lhe deu, Carol amou!

cheia de bossa essa minha menina sereia!

Pepucho toda contente para entregar o presente para o seu amigo oculto...

E surpresa, quem eram??? Carolina!!
A carinha da Carol foi a coisa mais fofa do mundo, ela ficou toda emocionada...linda!

Carolina ainda sob o efeito da surpresa...fofos!

Giovana cada dia mais linda!

Carolina ama tanto essa priminha!

Praia, nosso paraíso favorito!

Como é bom!

Minha sereia pulando as ondas, purpurina no mar! Muita luz!

Sr. Papai no mar com as crianças, 3 peixinhos do meu coração!

Que delícia, amo vocês mais que tudo!

A minha imagem desde criança da praia é a Cagarras e o Morro dos Irmãos...amo esse cartão postal do meu coração!

Ela é carioca, ela é carioca, olha jeitinho dele andar...

beijo bom!

Encontro com os amigos, sempre um presente!

Adoro muito, aniversário da Mari cumadre!


Família-cinema!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Uma alma simples, um liquidificador de emoções e um fuxico colorido

Eu tenho uma enorme admiração pelas pessoas de alma simples.
Como aquelas mulheres que moram em uma casa de campo verde e aconchegante, dessas com jeito de conto de fadas onde o tempo parece que caminha em outra rota, o sol desmaia no céu sossegado e largo a cada fim do dia e onde é possível escutar o silêncio do mundo como uma doce melodia.
Na minha imaginação essas mulheres também acordam com o canto dos pássaros e já estão piscando os olhos de tanto sono quando as primeiras estrelas no céu apontam.
Mente tranquila, idéias calmas, tudo entendem, pouco questionam e vivem muito bem por anos e anos sem cutucar as suas gavetas interiores.
Eu não.
A minha alma não tem nada de sossegada, quero muito mais de tudo, quero morder a vida, quero nunca parar de sonhar, quero que a poesia nunca me abandone, quero ir sempre além.
Apesar de eu ser viciada em encontrar felicidade nas coisas simples do meu dia-a-dia e acreditar que é na rotina que acontecem os melhores milagres, não abandono a mania de querer mais de mim. Como diria a minha poeta querida, eu quero sempre mais do que vem nos milagres.
Se é defeito ou qualidade realmente não sei responder.
Outro dia fui em um homeopata que tem o maior jeito-cabeça de terapeuta. Ele é daquele tipo de gente que tem um olhar de mago, que quando conversa diz palavras que brilham feito estrelas dentro do nosso coração. Durante algumas passagens da minha vida já bati naquela porta querendo mudar a minha alma de lugar, como no verso do Quintana, só que me sentindo bem menos azul e poética que o poema.
Na beleza dos meus 32 anos fui lá porque estava cheia como uma árvore bem bonita, forte, resistente, repleta de raízes e histórias, com direito a belos frutos e muitas flores. Mas pesada demais, querendo abraçar todas as florestas, rios e mares com a toda força da minha natureza. Traduzindo ao pé da letra: estava me sentindo mesmo era exausta!
A culpa é dessa tal síndrome da mulher-maravilha que nos assalta a mente diariamente e nos transforma em um liquidificador acelerado de funções, pensamentos, vontades e sentimentos.
Velocidade um: pula da cama, faz a mamadeira, prepara a merendeira, arruma os brinquedos, faz o suco, bota a mesa, dá colo, cadê aquela blusinha listrada que estava em cima da cômoda ontem à noite?
Velocidade dois: segura a mão, atravessa a rua, amarra o sapato, penteia o cabelo, lê a agenda, prepara o almoço, brinca junto, namora, hora do banho, cata brinquedo, faz bolo, inventa história, escreve poesia, preciso urgente fazer a minha unha!
Velocidade três: necessidade de dividir o dia em mil pedacinhos, agarrar o tempo para ver se ele estica, arruma a bagunça, tira a manchinha de tinta verde do uniforme, conversa, lanche, desenho, desce para jogar bola, convence a ir para a escola, reza, dorme... preciso de mais energia já!
Mulher já nasce com mania de ser carpinteira do universo, como já disse Raul Seixas em uma música que adoro.
São tantas coisas que queremos fazer ao mesmo tempo, são tantos sonhos que dançam dentro da gente fazendo fila para serem realizados o mais rápido possível e o relógio vai se movimentando, girando, rodando para lá e para cá em um ritmo acelerado como se o mundo fosse acabar amanhã.
E assim muitas vezes abro a porta dos meus devaneios e fico a pensar que seria muito mais fácil ser uma mulher com a alma simples, com pequenos pedidos, com vontades tranquilas e com mais realidade e menos poesia no coração também.
( O que fazer se eu não vivo sem poesia?)
Enquanto não me mudo para um canto verde desses por aí vou vivendo no auge da minha antiga modernidade, acreditando que a felicidade é sempre o melhor lugar para morar.
Irei continuar cheia de coloridos desejos, colhendo tudo de bom que passar pela minha frente e tendo cada vez mais certeza que adoro me multiplicar porque essa é a minha essência.
Quem sabe agora que descobri a paixão pela arte de fazer fuxico, aquela arte que se faz com retalho e agulha, não me sinto simples toda vida?
* essa crônica foi escrita por mim há mais ou menos três anos atrás, na época eu tinha 32 anos e hoje tenho quase 35 anos. Mas ainda a adoro e consigo me identificar bastante com tudo o que passava pela minha mente naquele tempo.
Quando a escrevi as crianças eram bem menores e a minha pequena Carolina ainda nem estava na escola.
Como eu acho que nunca a postei por aqui, me deu muita vontade de compartilhar com os meus queridos leitores.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

fada cor de rosa...

Essa é uma fadinha rosa muito feminina e feliz!

Ela tem uma saia bem rodada para voar toda delicada pelos ares...


Eu achei adorei fazê-la e achei que ficou muito fofa!

Essa é uma bruxinha muito boa!


que carrega uma mágica vassoura encantada...


domingo, 16 de janeiro de 2011

Meu infinito particular, meus amores, meus corações...

Família no parque...muito verde, muitas brincadeiras, muitas cores, cheiros, um céu azul lindo de telhado, crianças felizes e muitos mosquitos!

Pedro e Carolina mesmo com uma "alergia na pele bem chatinha" que nos impediu de pegar sol, nos fez ir no médico várias vezes...eles ficaram super dispostos e não pararam de brincar nem por um minutinho...como Deus cuida com muito carinho de nós!


Meus amores são tão bonitos, bagunceiros, surpreendentes, inteligentes, fofinhos, filhos muitas vezes nos deixam exautas, mas nos entregam doses infinitas de felicidade diariamente...como é bom!

Luz do meu coração!

Carolina,minha menina tão linda e tão levada na mesma medida do amor!
As fadas tem largas asas!


No balanço gostoso das horas...

Vocês são demais!

Férias. Que o mais simples seja sempre visto como o mais importante!
" Para acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá..."


Essa é a Maria bolota que também fez parte do nosso passeio!

Muito fofa e moreníssima!

Meu primeiro Santo Antônio, gosto tanto desse santinho que tinha que ter um feito por mim!

mais uma fadinha que nasceu...


Muito amor!

Algumas tardes descemos para comer pipoca que as crianças adoram!
Nesse dia o Pedro cortou o cabelo para ficar bem fresquinho!

Eles se fantasiam e inventam moda todo dia...


Amores da minha vida!!!

Muita bagunça...

muita arte...


muito amor....
( essa foto tem participação especial dessas cebolinhas intermináveis rs!)

" lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção
Tem um verdadeiro amor" .
( Marisa Monte)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Os meus filhos são a minha maior inspiração!

Essa é a Maria Chikita, uma fadinha muito fofa que costurei inspirada na minha Carolina!
Ela tem os cabelinhos da cor do sol igualzinha a minha princesa!

Ela adora verde...

e ama ficar pendurada e sentir o vento bom balançando os seus cabelos de lã...

Fofa demais!

Fada e fadinha....é muito gostoso porque qualquer coisa que eu faça eu tenho uma pequena incentivadora ao meu lado me dando a maior força, achando tudo lindo!

E Maria Chikita que é super bacana foi fazer morada lá no carro do Papai para lhe trazer muita sorte e proteção!

Gente, vou ser avó!! Eu posso com essa menina que me aparece assim na sala?
- Mamãe eu tenho um bebezinho na minha barriga!
Grávida da bola de futebol do Pepucho rs!


Minha galera passeando pelo bairro, adoramos! Pedro Pepuchones devorando um açaí e Carol no picolé de tangerina, fofos!